ICE BAND

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No Aglomerado Serra

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008

Holocausto das impunidades

Saudações caríssimos amigos e amigas Sobreviventes, paz, harmonia e alegria sempre. Pois é, as últimas da semana são a morte de jovens por acidentes e também pela violência do trânsito e da violência das quebradas que outro dia vitimou dois irmãos que ainda nem tinham completado 15 anos. Então, vamos começar lembrando os acidentes, que deixam o coração amargurado. Um garoto de 8 anos, coitadinho, morreu num provável acidente doméstico na zona nobre do Rio de Janeiro. Ele estava com os avós e um tio que se salvaram, mas deixaram o garoto pra trás. Fico imaginado o desespero deste moleque que foi encontrado num armário, virou anjo para que os pais e tios tenham uma responsabilidade verdadeira com seus jovens e fica uma lição: crianças, idosos e mullheres têm prioridade nos salvamentos, por isto, parabenizo um outro tio deficiente europeu de uma colônia de imigrantes durante um incêndio que não pensou duas vezes no risco, arremessou pela janela seu jovem sobrinho nas mãos de um policial que está em choque até hoje e pensa em abandonar o serviço visto a responsablidade de agarrar aquele BêBê em pleno ar. Parabéns pra este agente. A familia perdeu 2 pessoas, que deus as tenha, e que os culpados pelo incêndio sejam encontrados e punidos já que há a suspeita de ter sido criminoso e por motivos de discriminação religiosa na Europa. No trânsito, os jovens têm se arriscado cada vez mais. Um jovem numa moto possante perdeu sua vida em bhz e feriu outra pessoa. Triste fim já que estava em alta velocidade, na BR 381, que mais mata em MG. Motoristas imprudentes continuam colocando em perigo a vida de outras pessoas e numas destas um jovem de 17 anos perdeu sua vida e colocou em risco mais uma dezena. Eu não confio em punições já que nossa Lei é branda com acidentes de trânsito, coitado é de quem morrer. Outra coisa que nos incomoda cada vez mais é que os economistas falam que o Brasil está uma maravillha, taxa de emprego aumentando, mas nos sinais e nos transportes urbanos a venda de balas e a esmolagem continuam e nas quebradas nossos jovens estão na linha de frente das Bocas de fumo das grandes cidades e cada vez mais encarcerados nos centros de internação próvisória - pequenas faculdades do crime. Na minha quebrada uma guerra insana tem vitimado jovens todo ano. Neste mês, mais dois entraram pras estatítiscas da viôlencia do Aglomerado Serra, mais duas mães estão de luto e a própria favela, quebrada, comunidade se encontra mais uma vez enlutada e de mãos atadas. Infelizmente, este fato é corriqueiro. Por aqui, a violência, apesar da luta de vários orgãos, se naturalizou por aqui. Estamos na quaresma e na madrugada da quebrada estamos ouvindo vários estampidos. Parece que a coisa aqui vai se prolongar. Estamos na faixa de gazza brasileira e nestes locais sempre é triste, mas o barullho da arma disparada sempre separa o jôio do trigo.

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